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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Correntes Filosóficas, Racionalismo, Empirismo e Intelectualismo

Comumente vemos aquelas belas frases espalhadas em mídias sociais, tais como esta do Sartre: 



Os ensinamentos filosóficos possuem uma grande importância e influência para o nosso dia a dia, porém estes ensinamentos são uma longa jornada de estudos, de leituras, e interpretações. Postarei a vocês um conteúdo filosófico sobre o Racionalismo, Empirismo e o Intelectualismo, de forma breve e bem direta para uma simples e rápida compreensão, mas de antemão aviso que é de suma importância estudar mais a fundo o assunto aqui abordado.

Para visualizar o aquivo em Pdf  clique aqui

• Racionalismo 

A corrente filosófica do Racionalismo é a forma de pensamento pelo qual se caracteriza pela forma de que tudo deve existir uma causa para determinado fim. 

 Dentre diversos filósofos como Leibniz, Hegel, e Spinoza, o que mais se destacou foi René Descartes: 

“Se vós tivésseis um cesto de maçã dentre as quais várias estivessem podres, contaminando assim as restantes, o que fazer senão esvaziá-lo todo e, tomando cada maçã uma a uma, recolocar as boas no cesto e jogar fora as más?” 

Descartes chega a conclusão que devemos nos livrar de tudo aquilo que é desnecessário e preconceituoso, sendo assim rejeitarmos as opiniões que tanto aprendemos desde nossa compreensão, sob a forma de crenças. 

 • Empirismo 

Essa corrente filosófica desenvolve-se, de antemão, entre os filósofos de língua inglesa e na Inglaterra. O termo, empirismo é derivado do grego empeiria, que é basicamente o saber derivado da experiência sensível e do acumulo de dados com base nessa experiência. A frase aristotélica descreve bem sobre o empirismo: “Nada está no intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos”. 

Os principais filósofos empiristas do período foram: Francis Bacon, Thomas Hobbes, John Locke, George Berkeley e David Hume. O empirismo, também influenciou outros grandes pensadores de outras correntes filosóficas, tais como John Stuart Mill, Thomas Reid, Augusto Comte, William James, e Charles S. Pierce. 

• Intelectualismo 

A frase kantiana nos da um breve conceito do que vem a ser o intelectualismo. Um pendulo entre o empirismo, e o racionalismo: 

“Pela sensibilidade nos são dados os objetos e apenas ela nos fornece intuições; pelo entendimento, em vez, os objetos são pensados e dele se originam conceitos.” 

 • Bibliografia 

Marcondes, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos Pré-socráticos a Wittgenstein – 2.ed. rev. Ampl. – Rio de Janeiro: Zahar, 2007. 

Araújo, Inês Lacerda. Curso de teoria do conhecimento e epistemologia. Barueri – São Paulo: Minha Editora, 2012. 

Descartes, René. Princípios de filosofia. Hemus, 2007. 

Kant, Immanuel. Crítica da Razão Pura. São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda, 1999.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Variações da Verdade e da Inverdade

Verdade... A verdade, para muitos, é algo que gostam de te-la como aquilo que chamo de "Dogma de Fé". Acredita-se que é aquilo e de nada se contesta a respeito. 
Para que fica claro de antemão, este dogma de fé de nada tem a ver com a religião. 
O conceito de verdade é algo que pode ser intitulado por "Teses de Defesa". Assim como no Mestrado ou Doutorado o docente tem que defender o tema pelo qual ele buscou fundamentos durante determinado período e pelo qual foi orientado. Pois bem, estas teses em muitas das vezes são muito acompanhadas de um discurso com grande veemência em sua apresentação para com outrem. A todo momento esta deve ser contestada por algum argumento, pois não se deve ter um pensamento científico com um simples argumento de linguagem sem uma devida provação daquilo pelo qual é dito. 
Este ceticismo com as teses de defesa, são apenas questões lógicas para se chegar a uma devida conclusão de que o que é apresentado é algo relevante e que faz um sentido notório.
A variação entre Verdade e Inverdade, intitularei de "Jogo de Linguagem." É o cruzamento entre a verdade, propriamente dita, com a inverdade ou vice-versa. 
O jogo de linguagem é como um "meio-fio" de uma opinião, ainda, não totalmente formada sobre determinado assunto. É como hoje chamam de "ficar em cima do muro."
Este conceito de verdade deve ser levado em conta aquele que melhor se assemelha com a realidade que é tratada no momento, pois ter um discurso longo e belo e por fim tratar como verdade algo completamente oposto do que foi dito anteriormente, claramente que não é uma verdade; porém também não será uma mentira, será apenas uma inverdade. 
A Inverdade é a contestação de uma ideia com argumentação fraca ou até mesmo chula, dependendo de sua revelação diante de um determinado tema ou assunto. 
A fraqueza de argumentos durante o jogo de linguagem, pode ser levado em conta - de forma radicalista - como uma inverdade por não ter bases que à fundamente como uma possível tese. Sendo assim logo nas primeiras objeções cai por terra que não tem fundamentos de verdade e sim pequenas "palpitações" opiniosas. 
Conclusão final. 
O duro dos jogos de linguagem é que as palavras tornam-se maus e esses maus são as palavras. E o mau de todas as palavras é entrarem em retroação à elas mesmas.