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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Resenha: O Zen e a Arte da Escrita – Ray Bradbury


Ray Bradbury nos conta nesse livro um pouco de sua vida e sua obra. Confundindo, em alguns momentos, o leitor dizendo A sendo C e não B. O livro é como um ensaio sobre ser escritor com dicas de quando ele escreveu alguns de seus contos e romances. Três palavras segundo ele e segundo a arte zen-budista:

A primeira é TRABALHO, a segunda RELAXAMENTO, e por fim NÃO PENSE! Segundo o autor, não importa a ordem. O que importa é escrever, sendo o trabalho a primeira tarefa. Desde que exerça esse trabalho com amor e por prazer.

Bradbury também fala a respeito dos erros de muitos escritores desejarem dinheiro e fama antes mesmo de ter produzido algo. No livro “Sobre a Escrita”, Stephen King fala sobre a imitação de seus autores favoritos, Bradbury diz o mesmo e que a imitação é necessária para a preparação do autor, porém há um limite entre a imitação natural e a imitação excedente que impede o autor de se tornar realmente criativo.

“Não devemos desprezar o trabalho nem as quarenta e cinco das cinquenta e duas histórias em seu primeiro ano como fracasso. O fracasso é desistir. Você está em meio a um processo dinâmico. Nada fracassa, então; tudo continua. O trabalho foi feito. Se bom, você aprendeu com ele; se ruim, você aprendeu ainda mais”. – PG 142.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Resenha – A Noite Devorou o Mundo – Pit Agarmen


Antoine Verney é um escritor de romances água com açúcar, convidado por sua amiga para fazer uma pequena celebração junto aos outros 72 amigos dela em seu apartamento. Entre conversas aleatórias e uma certa falta de vontade de continuar tentando conversar com as pessoas da festa, ele fica sozinho num canto do apartamento: e fica bêbado.

Na manhã, quando ele acorda, nota algo diferente. Um vermelho que antes ali não existia, e quando se dá conta de que todos ali dentro foram devorados por alguma coisa, o álcool da noite passada saí de dentro dele e ele vomita ali mesmo no chão da sala. Há sangue espalhado por todo lugar, e logo ele se dá conta do que aconteceu: o mundo foi devorado, todos agora são zumbis!

Uma das primeiras coisas que ele faz – além de vomitar – é começar a limpar o apartamento. Ele junta tudo o que tem de que pode ser útil, ele se organiza e prepara as coisas que precisa. Encontra armas, água e roupas.

O autor fez um bom trabalho em mesclar os pensamentos do protagonista com ideias para o leitor refletir.

“Uma pessoa é muito nobre e cheia de ética quando está num lugar seguro”.

Verney, fica um pouco metódico. Sente a necessidade manter contato com outras pessoas, mas que pessoas, se só há zumbis à sua volta. Ele dá nome a dois zumbis: Richard e Catia. Ele os conduz como personagens numa estória de ficção; (ou seria talvez um romance e eles estão brigados por algo simples e que bastaria conversa?).

“Somos fantasmas irreais de nossa realidade”.

O autor conta um pouco do que é a dificuldade de ser um escritor:

“Para sobreviver, precisa-se de imaginação. Esta imaginação não é própria dos artistas, penso até que a maior parte deles é desprovida dela. Há uma imaginação de trabalhos manuais e de empregados; em cada profissão, há esses seres à parte que não se contentam com reproduzir, senão que se apropriam do real, inventam, desvelam. Muitos autores têm medo da imaginação, pois é uma fonte de mudanças, é uma força propriamente política. Consequentemente, seus livros são secos e frios, mantêm o status quo. O ódio à imaginação tem um preço: não ser capaz de imaginar o horror insuspeito é contribuir para a catástrofe final. Um artista é alguém que vê a guerra antes de ela se manifestar aos olhos de todos e que sobrevive”. – PG. 126.

Verney encontra uma outra pessoa, o caos de Paris, onde o mundo é engolido agora é compartilhado com outra pessoa – Sara, é o nome dela. Juntos como uma dupla dinâmica, Antoine e Sara exploram os prédios em busca de sobreviventes e de meios de continuarem sobrevivendo.

“Nosso inimigo é uma maior confiança no conhecimento que temos de nosso verdadeiro inimigo. Há que esperar surpresas”.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

[Resenha] Manel Loureiro - O Último Passageiro


Loureiro começa nos apresentando a história do velho navio Pass of Ballaster de Tom McBride no ano de 1939, que está em alto mar e encontra o grande navio Valkirie à deriva.  Onde três de seus tripulantes entram num bote e vão em direção ao misterioso navio nazista. Durante a busca por informações que explicasse as causas daquele navio à deriva no meio do nada, os tripulantes vão caminhando até as entranhas do Valkirie quando O’Leary encontrou um bebê de poucos meses no chão sozinho.

O livro me fez lembrar o filme Poseidon de Wolfgang Petersen e em alguns momentos até o filme Fenômenos Paranormais 2 de John Poliquin, quando Manel Loureiro começa a falar que “aquela coisa deslizava simultaneamente pelo chão e pelas paredes, mesmo que isso fosse impossível.” Neste momento temos uma oportunidade de imaginar algo semelhante ao Hulk preenchendo todos os espaços do navio Valkirie.

Pouco depois somos apresentados à Kate Kilroy, que é jornalista no London New Herald. Kilroy perdeu o marido num acidente de carro e ainda estava tentando se recuperar do baque quando a diretora do London New Herald lhe encarregou de investigasse a vida de Isaac Feldman – um poderoso que estava gastando toda sua grana num navio, o Valkirie.
Ao longo do livro somos apresentados há alguns fatos interessantes e curiosos, como vozes femininas pelo navio, o vislumbre entre passado e presente, a “coisa negra” citada anteriormente, sexo com fantasma, enfim, uma gama de situações que somadas ao todo do livro nos prendem até o fim quando há o desfecho do que aconteceu e que ali estava acontecendo.


“Primeiro viu umas longas pernas bem torneadas. Depois, uma calcinha e uma camiseta manchada de sangue que cobria um torso. E, por último, cabelos louros colados em volta do rosto cheio de hematomas da sérvia, que olhava para a porta com expressão confusa.”

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

[CONTO] 10 Dias na Praia - Sexto Dia

Depois de ter gozado tão gostoso e ter feito as meninas gozarem, me levantei tomei mais uma cerveja e fui tomar um bom banho no mar. Batia um vento um tanto gelado, mas estava gostoso. Após mergulhar fui pra um quiosque comecei a papear com o dono de lá enquanto me secava ao vento, como ainda era cedo ele tomou umas duas doses de cachaça com cerveja e uma porção de camarões.
Ao entrar em casa a bagunça estava toda arrumada havia apenas uma galera dormindo num sofá velho do lado de fora. Eu já estava muito cansado resolvi me deitar e dormir um pouco. Aaaaaaaah relaxar sem gozar...
E de repente doze horas mais tarde fora como despertar de um sono de três dias, o corpo todo mole e sem saber onde estava. Aos pouco a consciência e todas as informações importantes foram chegando. Ao levar e ir ao banheiro mijar, tudo estava calmo. Sem música alta sem gritos ou coisas do tipo. Passei na geladeira tomei uma garrafa de vodca que estava lá e fui para a calçada. Ao sair vi Bianca dormindo toda esparramada no sofá.
Caminhando na rua com a garrafa na mão debaixo de pouco sol vi uma festa rolando no vizinho e fiquei do lado de fora bebendo a galera entrando e saindo, até que um bêbado gritou e disse que um escritor estava do lado de fora da festa. “Galera, esse cara bebe, mas bebe por demais... Esse é o pornográfico escritor Latino” e todos gritaram aumentaram o volume da música que tocava, brindaram a eu estar ali bebendo e me deixaram muito a vontade.
Passei o restante da tarde bebendo com eles, vi Lidia jogada num sofá num desafio a beber dois litros de vodca num copo que numa ponta você poderia botar quatro garrafas coma boca virada para baixo. Isso vai dar merda... Pensava enquanto ia para o banheiro. Ao abrir à porta que estava apenas encostada vi um cara chupando o outro. Que cena bacana, isso pode virar conto... Pensava enquanto pedi desculpa de fechei a porta.
Quando a noite começou a cair o pessoal da casa de Nelson estava chegando, podia ouvir o sertanejo comendo solto de onde estava. Despedi do pessoal que estava há pouco tempo conversando e fui até a casa de Nelson, nem tinha notado que às horas voaram e eu já estava bêbado.
Apenas Bea estava na cozinha quando entrei e ela me cumprimentou com um surpreso aperto na bunda devolvi o aperto, mas nos peitos. “Gracie, vem cá amor” disse Beatriz enquanto Gracie, uma morena de pele branquinha bunda empinada coxas não tão grossas e muito seio. Nos apresentamos e cada um seguiu para um lado, eu fui pegar outra vodca, pois a minha tinha tragado toda na casa do vizinho novo que conhecera.
É muito gostoso estar na presença de pessoas que conheçam seus trabalhos, assim elas podem apresentar às outras pessoas que ainda não conhecem e podem debater com você algumas ideias ou algumas coisas que você escreveu. Pensava enquanto tragava uma boa dose de cerveja. Cristina era o nome da garota que estava de mão dada com Gracie, ela me chamou da porta do quarto – que estava apenas um terço dela aberta – quando cheguei à porta ela estava apenas de lingerie e pediu que entrasse na brincadeira com ela e a namorada.
Cristina estava usando uma calcinha fio dental rosa e um sutiã branco. Gracie estava deitada na cama com os dois braços presos à cama por algemas usando apenas grampos nos mamilos. No criado mudo, além do abajur de modelo estranho, havia um vibrador, uma venda de veludo vermelha com detalhes pretos, uma chibata e uma mordaça. A noite vai ser tenebrosa, pensava eu enquanto Cristina colocava meu pau em sua boca que era ocupada por uma bala. A sensação de quente e gelado fora de muito prazer.
Deitei-me começando a chupar Gracie sentindo todo o sabor de sua buceta em minha boca quanto senti Cristina passar a mão em minha bunda. Ouvi-a puxar a gaveta e pegar algo, mas não pude ver o que era. Apenas senti algo gelado tocar minha bunda e depois ser espalhado os tapas que ela dava me deixavam com mais tesão enquanto chupava Gracie.
Senti Cristina me tocar era uma sensação diferente quando a pessoa esta excitada, toda molhada e querendo lhe proporcionar uma foda diferente. Quando Gracie fora vendada Cris puxou seu cabelo fazendo a cabeça se levantar e esfregou a buceta na boca de Gracie, que cena deliciosa e excitante!
Fui amordaçado e tive de ficar deitado no meio das pernas de Gracie enquanto Cris cavalgava ia enfiando o vibrador em Gracie, o vibrador era daqueles duplos que giram, eram gritos gemidos demais. Que sensação deliciosa de poder gozar com essas duas! A festa seguia em alto som lá fora, enquanto no quarto o prazer e os gritos eram intensos.
Cris gozou três vezes no meu pau em pouquíssimo tempo entre uma gozada e outra quando ela anunciou que iria gozar pela quarta vez não aguentei e gozei junto com ela. O corpo dela todo se contraindo, sua buceta apertando meu pau, enquanto seu cu piscava com meu dedo lhe tocando devagar, não fora uma simples gozada, fora um orgasmo triplo, já que ao ver nós dois gozando Gracie, também, não aguentou e gozou lindamente. Ao terminarmos esse ato maravilhoso, Nelson saiu de dentro do guarda-roupa de pau duro.

Continua... 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

[Resenha] Sex Tape - Perdido Na Nuvem

Annie (Cameron Diaz de As Panteras), e Jay (Jason Segel de Bem-vindo aos 40), eram dois apaixonados que transavam por tudo o que viam e por toda superfície. Estavam jovens e empolgados com o sex appeal no auge. Até que Annie ficou gravida e o casal decidiu se casar e tiveram filhos, o que mudou completamente a rotina do casal com incrível atividade sexual.

O tempo foi passando e manter a conciliação entre jornadas longas e cansativas de trabalho, filhos e as tarefas domésticas levaram o pobre casal a uma rotina sem sexo, sem animação e muito cansaço.

Numa tentativa de um dia conseguirem transar em paz sem os filhos Annie faz uma surpresa para Jay que chega tarde do trabalho. É onde resolvem gravar um vídeo com a transa e algo da errado.

O filme foi dirigido por Jake Kasdan (diretor de Professora Sem Classe), chama atenção para esse quesito do vídeo, o que particularmente dizendo, muitas pessoas deveriam ficar atentas a este fator social que muito vem ocorrendo. 

O livro que Annie pega na estante numa das cenas, chama-se The Joy Of Sex – A Gourmet Guide to Love Making, A Alegria do Sexo – Um Guia Gourmet para Fazer Amor (tradução livre), foi escrito por Alex Comfort. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

[Resenha] – Cartas na Rua – Charles Bukowski


Cartas na Rua conta a promiscua história de Henry Chinaski, se embriagando e trabalhando nos Correios. “Tudo começou com um erro”, frase inicial do livro, erro este que a priori surgem muitos outros, com um humor ácido Bukowski nos escreve em Cartas Na Rua.
“A comida é boa para o espírito e para os nervos”

Chinaski começou a trabalhar como carteiro em estágio probatório, corria de um lado para o outro mapeando alguns lugares para fazer às entregas das cartas. Tendo que enfrentar cachorros, chuva, e outros obstáculos em sua jornada de trabalho. Como carteiro, Henry tem muitas histórias.

“É da natureza da mulher. Elas adoram lavar roupa suja, um pouquinho de gritaria, uma pitada de drama. Depois uma troca de juras de amor.”

Betty foi sua parceira durante um longo período, e durante um bom tempo bebeu e transou com Chinaski. Tempos mais tarde Henry Chinaski tem uma filha chamada Marina Louise Chinaski, com Fay. O Relacionamento com Fay não deu futuro, como muitos outros. Enfrentou diversos momentos diferentes tanto bons ganhando bastante dinheiro como ruins como lidar com a morte.


“Se escreviam de acordo com suas aparências, seguindo o modo como bebiam seus cafés e davam risinhos e molhavam rosquinhas, então não faria diferença se enviassem seus textos ou os enfiassem no rabo.”

terça-feira, 14 de outubro de 2014

[Resenha] Ernest Hemingway - O Velho e o Mar

Santiago é um velho pescador, de Gulf Stream, que após dias e mais dias sem pescar um peixe se atira numa aventura de passar longas horas de seu tempo em alto mar preso na captura de um enorme peixe. Sem ajuda de seu fiel companheiro, Manolin.
“
A lua afeta o mar tal como afeta as mulheres”

A estória é curta, porém ela tem por trás princípios para que você pare e observe. Às vezes, você pode ser derrotado, não importa o tamanho do que você quer ou o quanto acredita que conquistou você pode muito se surpreender ainda que a problemática esteja diante de seus olhos e ainda assim não veja.

“Conserve-se lúcido e aprenda a sofrer como um homem. Ou como um peixe”.


É muito difícil comentar sobre esse livro sem entregar spoillers, mas apesar da curta resenha é um livro de grande recomendação para reflexão sobre tudo o que Santiago passa com o enorme peixe em alto mar. Seus diálogos, pensamentos, e o próprio sofrimento deve fazer parte de um momento de reflexão sobre o que você vive ou quer para você. 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

[Resenha] Clube da Luta

  A primeira regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta.
A segunda regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta.
A terceira regra do clube da luta, quando alguém diz “pare” ou ficar desacordado, mesmo que fingindo, a luta acaba.
Dois homens por luta, uma luta de cada vez, nada de sapatos ou camisas e as lutas duram o quanto tiverem que durar.
E a sétima regra é que se for sua primeira noite no clube da luta você tem que lutar.

Clube da Luta (1999) on IMDb


Tyler Durden é como nos tempos de escola o cara descolado, legal, divertido que todos querem ter como amigo para se sentir legal junto com o descolado – ou ao menos ter a sensação de ser também descolado. Ou o cara marrento e briguento, ou numas palavras mais diretas é o ego que flameja perigo.

- Sabe, a camisinha é o sapatinho de cristal da nossa geração. Você a coloca quando encontra um estranho. Você dança a noite toda e depois joga fora. A camisinha, quero dizer não o estranho.

O Clube da Luta é uma forma de você se libertar dos seus medos, e de suas obrigações. Um lugar onde você se encontra. Alguns trechos que fazem parte do livro como do filme, mas que também usarei como ideias para este texto, pois achei interessante e de certo modo concordo, você não é o seu nome, você não é o seu emprego, você não é o carro que você se mata de trabalhar para comprar ou o emprego ruim que você tem para deslocar-se.   


O livro é marcado de ironias, amargo curto e grosso, mas é de uma leitura que leva a mente a pensamentos muito interessantes. É um livro curto com apenas 270 páginas. Já o filme homônimo ao livro dirigido por David Fincher, (diretor dos filmes O Quarto do Pânico, e O Curioso Caso de Benjamin Button), agrega muito bem o conteúdo apresentado no livro, porém numa proporção de ordens diferentes ao que acontecem no livro e com detalhes a menos – aquela tal coisa de livro em sua maioria das vezes ser melhor do que o filme, nesse caso os dois são muito bons.

sábado, 12 de julho de 2014

[Resenha] Notas de um Velho Safado

Sinopse: Em Notas de um velho safado, a América tem uma cara de 50 anos, corpo de 18 e desfila de calcinha rosa claro e salto alto na madrugada corrosiva de Los Angeles. A América é um sapatão furioso com uma garra metálica no lugar da mão esquerda e não quer saber de transar com o Velho Safado. A América é uma deusa milionária com a qual ele se casa e da qual amargamente se separa. A América é uma prostituta, 150 quilos, um metro e meio de altura, que peida, uiva e destroça a cama quando goza. A América é também estudantes e revolucionários proferindo discursos inflamados em parques ensolarados de São Francisco no final da década de 60. A América é Neal Cassady dirigindo alucinadamente pelas ruas de Los Angeles, pouco tempo antes de morrer de overdose sobre os trilhos de uma ferrovia mexicana. A América é Jack Kerouac e Bukowski poetando na Veneza californiana. 

Notas de um velho safado forma um conjunto de histórias excepcionais saídas de uma vida violenta e depravada, horrível e santa. Não podemos lê-lo e seguir sendo os mesmos.
Esse livro do Velho Buk eu levei certa temporada a mais pra terminar a leitura dele devido estar me empenhando na escrita de um conto – mas é papo pra outro momento. Mas o livro possui diversos contos esparramados por todo o livro, alguns muito bons outros muito melhores, mas todos com o mesmo grande estilo do Bukowski.


Em alguns momentos, por já ter lido alguns outros dele (Mulheres, Misto-Quente, Factótum, O Capitão Saiu para o Almoço e osMarinheiros Tomaram Conta do Navio e um pequeno trecho de Pulp), tive alguns “devaju’s” durante a leitura de alguns contos, já que parte deles ou algo verossimilhante é encontrada noutros livros. Mas é uma obra muito boa.  

sábado, 5 de julho de 2014

[Resenha] Perseguição – A Estrada da Morte

Sinopse: As férias de verão têm início e apenas uma idéia ronda a mente de Lewis Thomas: partir com a garota dos seus sonhos, Venna, em uma viagem de carro pelos Estados Unidos. Mas seus planos são alterados quando ele é obrigado a salvar Fuller, seu irmão mais velho, que é conhecido por sempre causar problemas. Em uma de suas brincadeiras Fuller acaba envolvendo um motorista de caminhão solitário, que decide se vingar dele e de todas as pessoas que estiverem juntas de qualquer maneira.

Perseguição (2001) on IMDb

 “Perseguição – a estrada da morte” é o primeiro filme de uma trilogia de suspense, sendo este primeiro dirigido por John Dahl. Conta à história dos jovens Lewis Thomas (Paul Walker) e seu irmão Fuller (Steve Zahn), que partem na estrada rumo ao encontro com Venna (Leelee Sobieski), uma bonita amiga de Lewis.

Mas durante a jornada de longa estrada, os irmãos decidem fazer uma “pequena” brincadeira com um rádio comunicador amador, fingindo ser o que não são, o que os levam a se deparem com uma situação ao qual nunca imaginariam estar vivendo.

O filme em muitos momentos te deixa aflito com as situações, te deixa preso ao sofá com a atenção voltada toda para a tela. Curiosamente o filme em Portugal saiu com o nome “Não brinque com estranhos”, o que se botarmos no prisma da história do filme é a mais pura realidade. Não sabemos do que as pessoas que não conhecemos, ou até mesmo as que conhecemos, são capazes de fazer. Esse filme lembra muito “A morte pede carona” do diretor Robert Harmon. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

[Resenha] O Pistoleiro - A Torre Negra Vol. 1 - Stephen King

Sinopse: “O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.” Assim começa a história de Roland de Gilead, o último pistoleiro, condenado a vagar por um mundo pós-apocalíptico em busca da lendária Torre Negra, lugar mítico que controla todo o tempo e todo o espaço.
Roland é o protagonista deste primeiro dos sete volumes de A Torre Negra, obra mais ambiciosa do cultuado escritor norte-americano Stephen King. Inédita no Brasil, a série foi descrita por seu autor como “o mais longo romance popular de todos os tempos”.
O Pistoleiro acompanha Roland em sua incansável perseguição ao enigmático homem de preto na paisagem desértica, quase atemporal, de um mundo arruinado. Alcançar sua misteriosa nêmesis é apenas o primeiro passo em sua jornada rumo à Torre Negra, onde Roland espera que a rápida destruição de seu mundo possa ser interrompida, ou até mesmo revertida.
Enquanto o pistoleiro vai aos poucos descobrindo o que lhe reserva seu ka – seu destino -, o leitor é arrebatado por este romance ao mesmo tempo realista e visionário, porta de entrada para um universo fantástico que cultiva uma legião de fãs ao redor do mundo.

Para quem nunca chegou a ler uma obra do célebre autor Stephen King, ele é conhecido pelos seus livros que inspiraram grandes filmes, tais como o suspense O Iluminado, It – Uma Obra Prima do Medo, A Espera de Um Milagre, Carrie – A Estranha, Christine, Um Sonho de Liberdade, entre outros títulos. A Torre Negra é uma das maiores obras feitas por King, levou algo em torno de 30 e poucos anos. Resultando nesta belíssima obra que é A Torre Negra. 

"O Pistoleiro" é o primeiro livro da série de uma longa jornada dividida em 8 livros escritos por King inspirado no poema escrito por Robert Browning “Childe Roland à Torre Negra Chegou” do século XIX.
“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.”; é com está frase que  a obra  inicia a história do último pistoleiro Roland de Gilead, o homem que “seguiu em frente” e que agora esta em busca da Torre Negra.

Roland segue sua busca atrás do rastro de Walter, o Homem de Preto, em busca de respostas para suas duvidas. Mas o Homem de Preto, não é o principal objetivo de Roland. Walter é apenas uma das muitas etapas em que Roland irá ter de enfrentar em sua longa jornada pela Torre Negra.

“O tempo é o ladrão da memória.”

“Empreste-me suas asas, pássaro. Vou abri-las e voar sobre as correntes de ar quente.” 

A caçada de Roland nos aprisiona em sua história, causando em certos momentos desconforto pelo desfecho que demora em determinados momentos (futuramente vocês entenderão o porquê digo isto). 

Obs: Em meados de 2012 o oitavo livro da saga foi lançado, sendo este intitulado de "O vento pela fechadura: Uma história de A Torre Negra." 

terça-feira, 3 de junho de 2014

[Resenha] A Menina Que Roubava Livros

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe e brinca com a amigo Rudy.

The Book Thief (2013) on IMDb

O filme começa com um trem, um grande emaranhado de neve por toda parte e uma voz começando contar a história que vai acontecendo ao decorrer do filme. 

Mas vamos lá, o filme conta a história de vida de Liesel Meminger, uma forte garota que perde seu irmão durante uma viagem de trem sendo estes levados para uma outra família, já que sua mãe era comunista e a Alemanha adentrava há poucos passos da Segunda Guerra Mundial. 

A pequena garota fica muito abalada com a morte de seu querido irmão. Durante o funeral "rouba" um livro que estava próximo ao caixão e fica junto deste o tempo todo. Um dia, seu pai adotivo Hans, o vê e se sente com uma carência paternal de ajuda-la a ler. Porém nenhum dos dois sabem ler, Hans se oferece para que aprendam juntos e isso muito os aproxima.

Liesel, ao caminhar para ir até a escola conhece Rudy, seu vizinho, que quer conhece-la, saber mais sobre a garota que era sua vizinha. Durante o primeiro dia de aula, Liesel é humilhada por não saber ler, e acaba batendo num dos garotos de sua sala. 

O filme conta com a direção de Brian Percival, diretor britânico conhecido por seu trabalho em uma série de tv britânica, e conta também o ator Geoffrey Rush, (o mesmo ator que fez "A Casa da Colina" 1999), um grande ator. Ao vê-lo imediatamente lembrei de quando assisti A Casa da Colina, um ótimo filme de suspense/ terror.

Trailer: 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Dispensa Por Justa Causa

INTRODUÇÃO

O tema Dispensa do Empregado por justa causa, pode ter um entendimento fácil para alguns trabalhadores, mais os mesmos não sabem o que é essencial para ser aplicada. Entretanto o trabalho visa esclarecer os possíveis motivos que estão ligados na Dispensa por justa causa, tratando-se do conceito, do sistema que é adotado no Brasil, os requisitos essenciais e as hipóteses para aplicar a justa causa.

A Consolidação Das Leis do Trabalho prevê suas hipóteses em seu artigo 482, explicando o motivo pelo qual o empregado pode ser dispensando sem obter “direitos”, ou seja, mostrando que para o empregado ser dispensado por justa causa, ele deve ter cometido uma conduta grave. Assim entendendo mais sobre as responsabilidades no ambiente do trabalho.

Dispensa por Justa Causa 

A dispensa por justa causa ocorre quando o empregado comete faltas graves, especificada em lei, implicando na continuação do contrato de trabalho. Tendo em vista que o empregado é subordinado juridicamente pelo empregador, podendo sofrer as seguintes sanções: advertência (verbal ou escrita), suspensão (prevista na CLT, art. 474) e a dispensa por justa causa.

Sistema da Justa Causa

Há dois sistemas que juridicamente informam a justa causa: o genérico e o taxativo. O sistema genérico é aquele que a lei trabalhista limita a conceituar-se a justa causa, ela apenas indica os seus efeitos. 
E o sistema taxativo, que também é adotado pelo Brasil, é aquela em que a conduta do empregado deve se enquadrar em alguns dos requisitos da Consolidação das Leis Trabalhista previstas no seu artigo 482.

Requisitos Essenciais da Justa Causa

São elementos essenciais para justa causa:

I. A culpa ou dolo do empregado;
II. A gravidade da falta;
III. O imediatismo na aplicação da penalidade;
IV. O nexo de causalidade;
V. A singularidade;
VI. A proporcionalidade;
VII. Repercussão no serviço.

A conduta do empregado deve ser caracterizada com a existência da culpa, ou seja, o empregado agiu com negligencia, imprudência, ou na existência do dolo, ou seja, o empregado teve a intenção de praticar aquele ato.

A gravidade da falta é um dos elementos essenciais da justa causa, ela deve ser grave e deve ser analisado a conduta através do in concreto, levando a consideração pelo tempo, costumes, hábitos sociais e etc.

O imediatismo na aplicação da pena é fundamental para a justa causa, ou seja, ela deve ser aplicada o mais rápido possível, o empregador deve aplicar uma sanção assim que ter o conhecimento do fato do empregado. Se o empregador tiver ciência do ocorrido e não fizer nada, o empregado terá a presunção que houve perdão tácito fazendo assim desaparecer a justa causa.

A causalidade deve haver um nexo entre o comportamento do empregado e a dispensa da justa causa.

A singularidade conhecida também como Non Bis In Idem é aquela que veda aplicação de uma dupla punição, ao mesmo fato praticado pelo empregado, ou seja, o empregador não pode puni-lo pelo mesmo ato duas ou mais vezes, o empregador só pode aplicar a sanção no fato presente e não a anterior.

Deve haver proporcionalidade entre a conduta do empregado e a punição do empregador. O empregador não pode aproveitar do seu poder e puni-lo abusadamente. Se o empregado cometer faltas leves, deve ter punições mais leves como advertência ou suspensão, já se os atos forem mais graves, expressamente em lei, ai sim poderá ocorrer à justa causa.

Deve haver repercussão na empresa, no serviço empregado ou que tenha sido ferida na clausula contratual para que a falta seja considerado grave.

Hipóteses Caracterizadas da Justa Causa

As hipóteses da justa causa estão arroladas na CLT em seu art. 482, são taxativas e enumeram atos faltosos de natureza grave praticado pelo empregado.

• Improbidade

A improbidade constitui na desonestidade, na fraude, na má-fé, na impropriedade, provocando, assim, um risco ou prejuízo ao patrimônio do empregador. Ato de improbidade pode ser tido como todo aquele ato que gera uma falta grave, entretanto não havendo a necessidade de se fazer Boletim de Ocorrência. Podem ser citados como atos de improbidade: o furto ou o roubo de bens da empresa, justificativas de Atestados médicos falsos e etc. Independentemente do valor da coisa subtraída ou adquirida de forma indevida, não é necessário do boletim para caracterizar a sua falta.

• Incontinência de Conduta

A incontinência de conduta é o comportamento irregular do empregado, que esta ligada com a vida sexual do individuo, levando à perturbação no ambiente de trabalho com a pornografia e as obscenidades na dependência da empresa. Exemplo: pedofilia, a conjugação carnal com a mulher casada nas dependências da empresa e etc.

• Mau Procedimento

O mau procedimento é a conduta irregular do empregado na pratica pessoais, atingindo a moral que resulta de um ato danoso prejudicando no cumprimento das suas obrigações contratuais. Exemplos: o tráfico de drogas no local de trabalho, dirigir o veiculo da empresa sem autorização e etc.

• Culpa Recíproca

Ocorre quando há a existência de falta por parte do empregado e pelo empregador. A falta por conta do empregado é descrito no art. 482 da CLT. Já as faltas por parte do empregador estão descriminadas no art. precedente. Os direitos do empregado são propostos pelo verbis da sumula 14 do TST:

Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho (art. 484 da CLT), o empregado tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do décimo terceiro salário e das férias proporcionais.

• Negociação Habitual

A negociação habitual são os atos de vicio comercial praticado pelo empregado. A negociação apenas se caracteriza em justa causa quando não há consentimento e autorização por parte do empregador, e quando, todavia, houver habitualidade. Entretanto, nada impede que empregado que labora na empresa x seja em seu intervalo, também, empregador na empresa y desde que, todavia, não venha por concorrência desleal acarretar prejuízos ao seu empregador na empresa x.

• Condenação Criminal

Para que haja a existência da demissão por justa causa, é necessário que o empregado tenha sido condenado criminalmente e possua sua sentença transitada em julgado. Havendo a existência da execução condicional da pena, o sursis, o empregado poderá trabalhar normalmente. Apenas caracteriza justa causa na inexistência do sursis.

• Desídia

Caracterizar-se-á como desídia o empregado que desempenhar suas devidas funções com preguiça ou relaxamento no que lhe é solicitado execução. Apenas se confirmará a desídia quando houver a repetição dos atos que a designam.

• Embriaguez

A embriaguez se da, comumente, pela ingestão de bebidas alcoólicas, porém a embriaguez pode, também, ser provocada pela ingestão de psicotrópicos. O art. 482 alínea F da CLT, preleciona "embriaguez habitual ou em serviço", onde, todavia constituí razão para justa causa. A embriaguez pode ser:

a) Ocasional: que ocorre de vez em quando;
b) Habitual: que acontece com frequência.

A embriaguez ocasional ocorre no local e horário de serviço, podendo causar riscos para a sua saúde, sua integridade física e traz riscos para seus colegas de trabalho e ate para a coletividade.
Enquanto a embriaguez habitual ocorre frequentemente fora do local de serviço, trazendo consequências no ambiente de trabalho.

• Violação de Segredo da Empresa

Configura como violação de segredo, a transmissão ou divulgação de informações sigilosas, por parte do empregado, a terceiros, causando assim prejuízos ao empregador.

• Indisciplina e insubordinação

O ato da indisciplina é o descumprimento de toda ordem que é solicitada ao empregado pelo empregador.
Já a insubordinação, diz respeito à desobediência das ordens solicitadas por chefes ou encarregados ligados ao serviço, não sendo solicitado diretamente pelo empregador.

• Abandono de Emprego

Abandono de emprego significa largar, desistir do posto de trabalho, ou seja, é uma falta contínua e injustificada por mais de trinta dias, conforme prediz o verbis do art. 474 e 853 da CLT e às Sumulas 32 e 62 do TST.
A súmula 32 do TST tem esse entendimento: “Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do beneficio previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer”. Enquanto a súmula 62 do TST entende-se que: “O prazo de decadência do direito do empregador de ajuizar inquérito em face do empregado que incorre em abandono de emprego e contado a partir do momento em que o empregado pretendeu seu retorno ao serviço”. O empregado pode provar ao contrario, como de que estava internado, foi sequestrado, que a empresa impediu de voltar a trabalhar e etc.
A lei não diz que o empregado deve ser notificado para voltar a trabalhar na empresa, o procedimento é uma segurança do empregador, observando que não há pagamento de certas verbas rescisórias.
A comunicação ao empregado pode ser feita através de carta registrada informando que o empregado deve voltar ao serviço imediatamente ou através de notificação judicial. 

• Ato Lesivo à honra e a boa fama 

Consiste na ofensa gerada pelo empregado contra qualquer outra pessoa de seu âmbito laboral.
Estas ou estas ofensas podem ser praticadas de diversas formas, sejam elas por palavras ou por meio de gestos.
Exclui-se a justa causa quando houver a legitima defesa para si ou para outrem. 

• Ofensa Física Ocorre quando o empregado agride fisicamente qualquer pessoa de seu âmbito laboral, seja esta hierarquicamente superior ou não. 
Agressão a terceiro não sendo este, também, empregado constitui em falta grave por se tratar de ocorrer em local de trabalho. 
A legítima defesa exclui a justa causa, entretanto cabe ao empregado a apresentação da prova do fato típico ocorrido. 

• Prática Constante nos Jogos de Azar 

Ocorre quando há habitualidade na prática de todo e qualquer jogo de azar, e quando praticado dentro do horário de trabalho. 
Os jogos de azar podem ser: jogo do bicho, loterias, dominó, rifas não autorizadas, bingo e etc. 
O mesmo ocorrendo fora do horário de trabalho não constitui a falta grave. 
A CLT não faz distinção sobre a espécie do jogo, apenas diz que se refere a qualquer jogo de azar. 

• Atos Atentados à Segurança Nacional 

Ocorre quando houver causa de interesse para a segurança nacional solicitar a prestação dos serviços do empregado. 
O afastamento só poderá ocorrer quando solicitado por autoridade competente mediante instauração de inquérito administrativo expedido pela Procuradoria Regional do Trabalho. 

O empregador fica responsável à remuneração de seu empregado nos primeiros noventa dias, conforme o verbis do § 5 do art. 472 da CLT, passados os noventa dias o empregador não possui obrigação de pagamento dos salários. 

Além destes elementos, acima, supracitados, há, também, às seguintes hipóteses que, também, configuram a justa causa; 


• Ferroviário que Recusa Prorrogação Horária em certos casos 

De acordo com o verbis do art. 240 da CLT; “Nos casos de urgência ou de acidente, capazes de afetar a segurança ou regularidade do serviço, poderá a duração do trabalho ser excepcionalmente elevada a qualquer número de horas […]”. O empregador, em caso de necessidade emergencial, pode necessitar do labor de seu empregado por um período maior indeterminado, como exemplo podemos citar o caso dos Ferroviários, que podem ser necessitados há qualquer momento se durante o percurso houver uma colisão ou um descarrilamento, havendo a necessidade de que o empregado permaneça por mais tempo que o esperado em seu âmbito laboral. 

• Aprendiz que Não frequenta Curso de Aprendizagem ou não aproveita; 

O antigo verbis do Art. 432 CLT predizia “Os aprendizes são obrigados à frequência do curso de aprendizagem em que estejam matriculados.”. Com a nova redação proposta pela Lei 10.097/00, o Art. 433 prevê o exaurimento do contrato de trabalho do menor quando; 

Art. 433 – CLT, O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz completar dezoito anos, ou ainda antecipadamente nas seguintes hipóteses: 

I – desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz; 
II – falta disciplinar grave; 
III – ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo; ou 
IV – a pedido do aprendiz. 

• Grevista que Pratica Excessos

O direito aos grevistas, é garantido Constitucionalmente no Art. 158 da Constituição Federal de 1988 e, também, é assegurado aos grevistas nos Artigos 14 e 15 da Lei 7.783/89 onde prevê causas de justa causa em casos de abusos, ou excessos; 

Art. 14 - Constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na presente Lei, bem como a manutenção da paralisação após a celebração de acordo, convenção ou decisão da Justiça do Trabalho. 
Parágrafo único. Na vigência de acordo, convenção ou sentença normativa não constitui abuso do exercício do direito de greve a paralisação que: 
 I - tenha por objetivo exigir o cumprimento de cláusula ou condição; 
II - seja motivada pela superveniência de fatos novo ou acontecimento imprevisto que modifique substancialmente a relação de trabalho. 

Art. 15 - A responsabilidade pelos atos praticados, ilícitos ou crimes cometidos, no curso da greve, será apurada, conforme o caso, segundo a legislação trabalhista, civil ou penal. 

É vedado aos empregadores, que, frustrados para com seus empregado se ativerem de Lock-out ou se atirarem à greve fechando às portas do estabelecimento, parando assim, seu funcionamento normal, e impossibilitando ao empregado sua entrada para prestação de seu labor; 

Art. 722 da CLT - Os empregadores que, individual ou coletivamente, suspenderem os trabalhos dos seus estabelecimentos, sem prévia autorização do Tribunal competente, ou que violarem, ou se recusarem a cumprir decisão proferida em dissídio coletivo, incorrerão nas seguintes penalidades: 

a) Multa de cinco mil cruzeiros a cinquenta mil cruzeiros; 
b) Perda do cargo de representação profissional em cujo desempenho estiverem; 
c) Suspensão, pelo prazo de (2) dois a (5) cinco anos, do direito de serem eleitos para cargos de representação profissional. 
§ 1º Se o empregador for pessoa jurídica, as penas previstas nas alíneas "b" e "c", incidirão sobre os administradores responsáveis. 
§ 2º Se o empregador for concessionário de serviço público, as penas serão aplicadas em dobro. Nesse caso, se o concessionário for pessoa jurídica, o Presidente do Tribunal que houver proferido a decisão poderá, sem prejuízo do cumprimento desta e da aplicação das penalidades cabíveis ordenar o afastamento dos administradores responsáveis, sob pena de ser cassada a concessão. 
§ 3º Sem prejuízo das sanções cominadas neste artigo, os empregadores, ficarão obrigados a pagar os salários devidos aos seus empregados, durante o tempo de suspensão do trabalho. 

• Segurança do Trabalho 

Cabe a empresa, ou ao empregador, cumprir com às normas referentes à medicinado do trabalho e às normas de segurança, bem como deve instruir ao seu funcionário às ordens de serviços e cuidados que, todavia, devem ter tidos (Art. 157; I e II da CLT). 
Dito isto, cabe ao empregado observar às normas de segurança e medicina do trabalho, bem como além de fazer uso dos equipamentos de segurança fornecidos pelo empregador. (Art. 158; I e II; alínea B). 

• Declaração Falsa ou uso Indevido do Vale-transporte 

No Art. 4 do Decreto 95.247/87 relata “[…]O empregador que proporcionar, por meios próprios ou contratados, em veículos adequados ao transporte coletivo, o deslocamento, residência trabalho e vice-versa, de seus trabalhadores“. Se, todavia, o beneficio é para fins de melhor deslocamento do empregado para com seu local de trabalho, o vale-transporte não pode, nem deve, ser emprestado, compartilhado, dividido ou alugado para terceiros. 
 O uso indevido do beneficio, acarreta a falta grave do empregado com seu empregador, pela quebra do compromisso firmado entre as partes em prol do que melhor favoreça ao empregado. 
No Art. 7 parágrafos § 2° e § 3° deste mesmo dispositivo, é descrito acerca de sua utilização; 
§ 2° O benefício firmará compromisso de utilizar o Vale-Transporte exclusivamente para seu efetivo deslocamento residência-trabalho e vice-versa. 
§ 3° A declaração falsa ou o uso indevido do Vale-Transporte constituem falta grave. 

• Direitos do Empregado

O empregado que dispensado por justa causa, perde o direito ao 13º salário, seguro desemprego, saque do FGTS, aviso prévio, férias proporcionais e a multa indenizatória dos 40%, sendo assim, recebendo apenas o saldo salarial e podendo fazer gozo das férias vencidas – caso existam.

CONCLUSÃO

O trabalho teve a finalidade de abordar de maneira clara e objetiva, quais são os cuidados que o empregado deve ter dentro do ante ao ambiente de trabalho, visando às consequências trazidas pelas condutas errôneas ou ilícitas. O empregado deve se fazer ciente do que lhe pode acontecer se vier a cometer quaisquer atos de improbidade ou irresponsabilidades que possam ser consideradas como graves pelo empregador no posto de trabalho.

O empregador tem todo o direito de dar advertência, suspensão ou dispensar o empregado por justa causa, para quando houver coerência entre a gravidade do fato com a punição legalmente prevista, visando que quando o empregado é dispensando por justa causa, este perde quase todos os seus direitos, ele só vem a recebe o saldo salarial e as férias vencidas (caso às mesmas existam).

 BIBLIOGRAFIA

DIREITO DO TRABALHO - PARA CONCURSOS PUBLICOS / Saraiva Renato - 11 Ed. - Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Metodo, 2010.

INICIAÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO / Nascimento, Amauri Mascaro - 27 Ed. rev. E atual - São Paulo: Ltr, 2001.

RESUMO DO DIREITO DO TRABALHO / Paulo, Vicente e Alexandrino, Marcelo - 8 Ed. Rev. E atual - Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Metodo,2008.

DIREITO DO TRABALHO Martins, Sergio Pinto - 28 Ed. - São Paulo: Atlas, 2012

CURSO DE DIREITO DO TRABALHO / Gonçales, Odonel Urbano – Ed. Atlas S.A – São Paulo; 1993.

MANUAL DA APRENDIZAGEM: o que é preciso saber para contratar o aprendiz - 3. Ed. – Brasília: MTE, SIT, SPPE, ASCOM, 2009. 84 p.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Felicidade, Emoções e Prazeres


"A felicidade é tão momentânea quanto as emoções e os prazeres."

Devemos nos valer dos simples momentos que acontecem sem ficar nos matando internamente pelo que nos ocorre quando de antemão havíamos produzido em nosso intimo outra coisa.
Nada será eterno, nem ocorre por acaso, bem como acidentes não existem – é tão somente uma palavra genérica popularmente muito utilizada.

Um sorriso nem sempre vale ou valerá mais do que palavras, as atitudes sim valem tanto quanto as palavras. São importantes decisões tomadas por atitudes, não somente por palavras.

Nem todos querem o seu bem, mas aqueles que querem fazem por onde despertar um sorriso no rosto amargurado e ferido que agora desaconselhada busca por algo que a torne uma pessoa de aparência um pouco mais alegre.

O sorriso faz despertar luz neste corpo que, por ora, encontra-se machucado pela dor.
E o seu intimo encontra-se anestesiado pela indelicadeza que a trataram, pela forma bruta e fria de ser deixada, de ter de conviver sem amor, ou ser amada, mas nunca foi lembrada como gostaria ou foi tratada como devia no momento em que mais queria. Isto apenas é uma das muitas evidências de que as pessoas importam-se mais com elas mesmas do que com sua companhia, ou mesmo com o próximo.

Lembre-se, faça valer a pena cada momento da sua vida, pois ele é único, quando você parar para pensar que já está na hora de tornar único, será muito tarde, pois já deveria ter, anteriormente, notado que o tempo não para para que você se recupere e sorria novamente para as próximas etapas da vida.

As próximas etapas farão de você um papel, podendo ser descartado a qualquer momento. Mas quem pode ditar as regras e impor como às coisas serão é somente você.

A cada dia, pessoas reclamam que não estão contentes com a vida que levam, mas o que buscam estas pessoas?
Será uma felicidade de algo objeto que ela busca que a fará feliz?
Será um amor, será uma diversão. Mas será que ela busca realmente ser feliz ou será que só diz que quer ser feliz?"

As emoções e os prazer podem ou não estar intimamente interligados. Há emoções prazerosas, como participar de uma aventura, há a emoção sexual onde pode ser caracterizado de duas formas, prazerosa ou não.

Nem sempre os momentos “especiais” são para ambos satisfatórios. Bem como no sexo. Nem sempre há total satisfação por ambas às partes, mas por outras tantas vezes há a total satisfação.

Os prazeres podem ser sempre bem desfrutados quando se mistura Vontade com Desejo Sexual, trata-se de ser curioso (a) ao corpo da pessoa que está com você – ou melhor dizendo, diante de você.

O corpo é uma verdadeira maquina explorativa, produtora e condutora de prazer, basta saber utilizar. Não como objeto, mas sim a fim de entretenimento, diversão, com carinho, com jeito, às vezes mais selvagem, às vezes mais suave mas sempre com intenção de satisfazer.

Nota do autor

Reflexões são necessárias para que o pensamento seja reorganizado, as vezes bagunça demais só nos leva ao erro, e a persistência no errado... 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A Conquista do Mundo e a Morte da Fome em 3 Minutos


A belíssima São Paulo, é o que antigamente costumávamos dizer "é uma faca de dois gumes". Pois além das suas belezas, Sampa é conhecida por sua agilidade em como as coisas ocorrem – ou simplesmente como elas correm. 
A rotina dos paulistanos é como fazer miojo, é querer conquistar o mundo e matar a fome em 3 minutos.
É o domínio das massas, quanto mais rápido, mais agitado melhor. E inconscientemente isso agrada a quem rapidamente faz as coisas. Apesar de que para alcançar a satisfação é necessário que isso lhe dê prazer, pois aquilo que não agrada ao “cérebro” é automaticamente descartado. Ao solucionar rapidamente as coisas que lhe são solicitadas, você satisfaz ao ego que quem solicitou – pois agora poderá lhe passar mais coisas – e se satisfaz achando que só que porque rapidamente concluiu o solicitado poderá ficar com as pernas pro ar batendo papo e jogando baralho – o que na prática não ocorre.

Uma visão de como as coisas aqui acontecem:

#1 Round
Brigar com o despertador, ler o jornal, tomar o café, comer a torrada, ver os e-mail's, responder o sms no smartphone, ir para o trabalho, fazer aquele telefonema, e iniciar o serviço. 

 #2 Round 
Sair correndo para o restaurante mais próximo, esperar da comida, olhar a pagina do Facebook, enviar sms, manter o smartphone "ativo", comer, fazer higiene bucal, e retomar o serviço – cansado e com cara de sono, pois o almoço foi “reforçado” – e nada produtivo. 

 #3 Round 
Entrar no carro, torcer para não pegar transito, – o que aqui não acontece a partir das 17 horas – enviar sms, responder o email, aceitar aquela ligação, marcar um novo compromisso, comprar um presente, fazer um cartão para o presente, comprar uma roupa nova e chegar em casa. 

 Nem tudo acontece nessa ordem, mas o tempo todo ficou algo em comum no meio do texto. Isto tornou-se um vício para muitos, e para outros não faz diferença.

Nota do autor

Algo que deve ser notado é que passamos horas demais querendo apressar tudo, e não notamos o quão desnecessário foi para que as coisas ocorressem. Há fatores mais importantes que apenas o seu próprio umbigo. A preocupação em ficar apenas no smartphone tem se tornado um problema de todos. Pois, você fica ao tempo que está em um restaurante acompanhado de outra pessoa é, então, desnecessária a sua presença junto a outra pessoa. Fizestes então uma vídeo conferência. Por onde anda os antigos modos?!