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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Harper’s Island: O Mistério da Ilha


Um grupo de amigos e familiares passam uma semana na Ilha de Harper, para o casamento de Henry Dunn e Trish Wellington. Onde sete anos antes, um serial killer, chamado John Wakefield matou seis pessoas.

            Abby Mills, perdeu a mãe entre os que foram mortos pelo Wakefield. Pouco depois de os convidados estarem bem acomodados no hotel da ilha, estranhas coisas começam a acontecer. Pessoas começam a desaparecer.

            A série conta com apenas uma temporada e é composta por 13 episódios que nos prende com muito suspense e mistério.

            O pai de Abby, o xerife Charlie Mills, diz ter matado o suposto John Wakefield. Mas ao longo da trama algumas evidências começam a surgir e leva os personagens a crer que ele pode ter matado a pessoa errada. Ou que talvez haja um possível seguidor do Wakefield.

            Abby nunca se esqueceu dos motivos que a fizeram ir embora da ilha e com isso a trágica imagem das mortes permanecem vivas em sua memória. Quando retornou a ilha para o casamento de seus amigos, as lembranças retornaram com mais força.

            Tudo com uma boa história; o casamento, despedida de solteiro, um pouco de farra, romance, drama. A série conta com um pouco de tudo, não é apenas morte, sangue para todos os lados, tripas e um desfecho qualquer. Tudo foi bem elaborado e nos prende do início ao fim.


            Direção: A série conta com um time diretores de séries muito conhecidas; Scott Peters (O Exterminador do Futuro – Crônicas de Sarah Connor), Guy Norman, (Fastlande – Vivendo no Limite), James Whitmore Jr. (Quantico), Jon Turteltaub (A Última Viagem a Vegas), Rick Bota (Hellraiser 8 – O Mundo do Inferno), Sanford Bookstaver (Bones), Seith Mann (The Walkind Dead), Steve Boyum (Sobrenatural), Steve Gomer (Everwood – Uma Segunda Chance), Craig Baxley (Kingdom Hospital, Rose Red – A Casa Adormecida). 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Resenha: Depois de Você – Jojo Moyes


Louisa Clark, ganhou de Will alguns conselhos para que seguisse com a vida e a aproveitasse. Antes de sua morte, Will, preparou uma carta para que ela a recebesse logo depois que ele partisse. Louisa recebeu uma quantia de dinheiro para que desse alguns passos em sua vida.

            Louisa, fez algumas viagens, alugou apartamento, comprou um apartamento, mas após algum tempo em suas aventuras sentiu que aquilo que estava fazendo, não a completava. Sentia-se como se fosse outra pessoa, que não era a Lou que todos conheciam e amavam.

            Comprou um apartamento e arrumou um emprego em um pequeno bar no aeroporto. Não era o emprego dos sonhos, mas era onde trabalhava e ganhava para se sustentar. Em uma bela noite após sair do serviço, foi para casa beber vinho. Subiu no alto do prédio onde residia e ficou andando na beirada, alguém apareceu ali e ela se assustou e caiu do prédio.

            “Enfim, da próxima vez que você quiser aulas de voo, podemos ir para a pista de aviação, pode ser? Pular e bater os braços obviamente não está funcionando para você.”

            Quem aparecera naquela noite era nada menos que a filha de seu ex-companheiro, Will Traynor. A informação é um choque, caros leitores, mas ao longo do livro tudo é explicado como aconteceu e como não ficamos sabendo de Lily.

            Os pais de Louisa também passam por um período de mudanças. Lou entra para um grupo de luto chamado “Seguindo em Frente”, onde ouve histórias de pessoas que também sofreram perdas e ainda não se recuperaram.

            Sam, o enfermeiro que socorre Louisa após a queda do prédio, começa a se encontrar com ela, tornam-se amigos. A Lily, é uma pessoa completamente oposta à Louisa; ela tem apenas 16 anos, bebe, fuma, da festas, é expulsa de casas, expulsa das escolas que entra, enfim, tem um comportamento totalmente estranho, comparado ao de Louisa.

            Lou abrigou a garota após saber ser filha de Will, e após saber que ela foi expulsa de casa e que não tinha para onde ir. Muita coisa acontece com Lily, muita coisa errada.
           
“Os adolescentes são apavorantes. ”

            
            O livro é a continuação de Como eu era Antes de Você, da Jojo Moyes, muitos leitores ficaram com um certo receio de a autora estragar o clima neste segundo livro. Mas o que ela fez foi mostrar que a vida precisa continuar. Mesmo como seus pequenos problemas, Louisa encara a vida com sorrisos e um pouco de sofrimento. Ela ajuda quem precisa, tenta se ajudar, causa confusões, corre riscos, enfim no livro tem de tudo. E no fim o que vemos é que as coisas podem sempre dar certo. De uma maneira ou de outra. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Resenha: Me Chama de Bruna


A série é baseada no filme Bruna Surfistinha que teve como protagonista a atriz Debora Secco, e também no livro “O Doce Veneno do Escorpião: o Diário de uma Garota de Programa”; ambos contam a história da garota de programa que fez inúmeros programas para ganhar a vida. A série explora mais a fundo a prostituição que no filme dirigido por Marcus Baldini não conta.
                A série começa contando a vida de Raquel Pacheco (Maria Bopp), desde quando ela saiu de casa e foi a procura de um serviço e deu “de cara” com o prostíbulo da Stella, (Carla Ribas), onde ficou hospedada e fazia seus programas. Por ser nova na área encantou e conquistou muitos clientes.
                Ao longo da trama conhecemos Mônica, (Luciana Paes), Jéssica, (Nash Laila), e Gisele (Marina Provenzzano), que trabalham para Stella. Nós, como telespectadores, somos apresentados a uma série de problemas que nos faz refletir o que a série quer dizer. Do filhinho debaixo da asa da mãe e que apronta até o momento em que os clientes batem nas garotas. Há nudez frontal à vontade das atrizes, principalmente da Bruna.

                Com direção de Marcus Baldini e Roberto Berliner, a série foi exibida na Fox. Até o momento só há 1 temporada e conta com 8 episódios. A trilha sonora de abertura fica por conta de Simone Mazzer com a música “Dei um Beijo na Boca do Medo”.  

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

[Resenha] Na Estrada – On The Road

“Escrevo tudo o que escrevo no espírito em que me imagino como um anjo devolvido à terra, que a vê com olhos tristes” – Jack Kerouac.

A frase retirada da introdução do livro Geração Beat descreve o que o personagem Sal Paradise, (Sam Riley), vive enquanto escreve após perder o pai. Bebidas – muitas bebidas –, sexo, drogas, amizade e uma paixão pela escrita, este é o mundo em que Sal Paradise, o aspirante a escritor que cai, literalmente, na estrada com seus amigos.

O filme é uma adaptação do romance escrito por Jack Kerouac, (escritor que teve forte influência para Charles Bukowski, mas isso é conversa para outro dia). O longa foi dirigido pelo brasileiro Walter Salles.

A descrição do que é a geração beat fica evidente ao longo do filme. A revolva, o desejo de liberdade, as aventuras, e as loucuras descrevem o que Kerouac escreveu em seu romance quando reuniu um grupo de amigos e deixou a bebida e as reflexões sobre apostas em cavalos. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

[Resenha] Cidade dos Anjos


Seth Plate, (Nicolas Cage), é um anjo que auxilia as pessoas na travessia da vida para a morte. A Dra. Maggie Rice, (Meg Ryan) – uma cirurgiã –, perde um de seus pacientes, durante uma cirurgia. Arrasada, ela conhece Seth pelos corredores do hospital. Os dias se passam e vão se conhecendo. Conversam sobre vida, morte, Hemingway, eternidade e sobre muitas outras coisas.

Paris é Uma Festa é um livro escrito por Ernest Hemingway, o autor escreve sobre a vida na década de 1920 seus cafés e encontros com outros famosos escritores.

O filme conta com uma trilha sonora bem elétrica, contando com: U2, Goo Goo Dolls, Eric Clapton e outros. Cidade dos Anjos é um remake, dirigido por Brad Silberling, do filme alemão Asas do Desejo, dirigido por Wenders. 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

[Resenha] Manel Loureiro - O Último Passageiro


Loureiro começa nos apresentando a história do velho navio Pass of Ballaster de Tom McBride no ano de 1939, que está em alto mar e encontra o grande navio Valkirie à deriva.  Onde três de seus tripulantes entram num bote e vão em direção ao misterioso navio nazista. Durante a busca por informações que explicasse as causas daquele navio à deriva no meio do nada, os tripulantes vão caminhando até as entranhas do Valkirie quando O’Leary encontrou um bebê de poucos meses no chão sozinho.

O livro me fez lembrar o filme Poseidon de Wolfgang Petersen e em alguns momentos até o filme Fenômenos Paranormais 2 de John Poliquin, quando Manel Loureiro começa a falar que “aquela coisa deslizava simultaneamente pelo chão e pelas paredes, mesmo que isso fosse impossível.” Neste momento temos uma oportunidade de imaginar algo semelhante ao Hulk preenchendo todos os espaços do navio Valkirie.

Pouco depois somos apresentados à Kate Kilroy, que é jornalista no London New Herald. Kilroy perdeu o marido num acidente de carro e ainda estava tentando se recuperar do baque quando a diretora do London New Herald lhe encarregou de investigasse a vida de Isaac Feldman – um poderoso que estava gastando toda sua grana num navio, o Valkirie.
Ao longo do livro somos apresentados há alguns fatos interessantes e curiosos, como vozes femininas pelo navio, o vislumbre entre passado e presente, a “coisa negra” citada anteriormente, sexo com fantasma, enfim, uma gama de situações que somadas ao todo do livro nos prendem até o fim quando há o desfecho do que aconteceu e que ali estava acontecendo.


“Primeiro viu umas longas pernas bem torneadas. Depois, uma calcinha e uma camiseta manchada de sangue que cobria um torso. E, por último, cabelos louros colados em volta do rosto cheio de hematomas da sérvia, que olhava para a porta com expressão confusa.”

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

[Resenha] Clube da Luta

  A primeira regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta.
A segunda regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta.
A terceira regra do clube da luta, quando alguém diz “pare” ou ficar desacordado, mesmo que fingindo, a luta acaba.
Dois homens por luta, uma luta de cada vez, nada de sapatos ou camisas e as lutas duram o quanto tiverem que durar.
E a sétima regra é que se for sua primeira noite no clube da luta você tem que lutar.

Clube da Luta (1999) on IMDb


Tyler Durden é como nos tempos de escola o cara descolado, legal, divertido que todos querem ter como amigo para se sentir legal junto com o descolado – ou ao menos ter a sensação de ser também descolado. Ou o cara marrento e briguento, ou numas palavras mais diretas é o ego que flameja perigo.

- Sabe, a camisinha é o sapatinho de cristal da nossa geração. Você a coloca quando encontra um estranho. Você dança a noite toda e depois joga fora. A camisinha, quero dizer não o estranho.

O Clube da Luta é uma forma de você se libertar dos seus medos, e de suas obrigações. Um lugar onde você se encontra. Alguns trechos que fazem parte do livro como do filme, mas que também usarei como ideias para este texto, pois achei interessante e de certo modo concordo, você não é o seu nome, você não é o seu emprego, você não é o carro que você se mata de trabalhar para comprar ou o emprego ruim que você tem para deslocar-se.   


O livro é marcado de ironias, amargo curto e grosso, mas é de uma leitura que leva a mente a pensamentos muito interessantes. É um livro curto com apenas 270 páginas. Já o filme homônimo ao livro dirigido por David Fincher, (diretor dos filmes O Quarto do Pânico, e O Curioso Caso de Benjamin Button), agrega muito bem o conteúdo apresentado no livro, porém numa proporção de ordens diferentes ao que acontecem no livro e com detalhes a menos – aquela tal coisa de livro em sua maioria das vezes ser melhor do que o filme, nesse caso os dois são muito bons.

terça-feira, 22 de julho de 2014

[Resenha] As Terras Devastadas – A Torre Negra Vol. 3 – Stephen King

Sinopse: Com este novo título da saga épica A Torre Negra, entramos mais uma vez no reino de uma das imaginações mais poderosas de nossa época: a do escritor norte-americano Stephen King. Neste romance emocionante, Roland, o último Pistoleiro, se aproxima ainda mais da Torre Negra de seus sonhos e pesadelos - atravessando um deserto amaldiçoado em um mundo macabro que é uma imagem distorcida do nosso próprio mundo.
Junto com Roland estão dois daqueles que ele levou consigo para esse universo: o ex-viciado nova-iorquino Eddie Dean e Susannah, nova identidade da mulher que combina em um mesmo corpo duas personalidades distintas. À sua frente estão as extraordinárias revelações sobre quem ele é e o que o motiva em sua busca. E contra ele se perfila uma legião cada vez mais numerosa de inimigos, humanos ou não.
À medida que o ritmo da ação e aventura, da descoberta e do perigo se acelera cada vez mais, o leitor é irremediavelmente absorvido por um drama espetacular, ao mesmo tempo assustador como um pesadelo... E estranhamente familiar. As Terras Devastadas é uma história magnifica, mais um testemunho do imenso talento de Stephen King.

Neste terceiro volume da longuíssima caminhada do pistoleiro Roland, Eddie Dean, e de Susannah, há muita aventura e suspense pela frente... Desde a composição de chaves até a travessia de antigas pontes.

O grupo continua sua longa jornada na busca pela Torre Negra que desde que o mundo seguiu a diante Roland, também, fez o mesmo; o trio ternura segue cansativamente pelos morros e colinas, conhecem novos povos, mas quem muito sofre com o ocorrido, muito, anteriormente é Roland sentindo sua mente dividida em 2 após a morte do menino Jake. (Surpreendentemente há algo que pouco depois do inicio do livro irá prender a atenção assim como o prego segura a madeira).

“Não confie nas lágrimas em seus olhos – dizem que os crocodilos também choram.”

Algumas palavras que são importantes se recordarem durante a leitura:
Ká – Destino; Ka-Tet -  Um grupo de pessoas unidas pelo destino; Khef – Proximidade e partilha de mentes; Char – Morte.  

Nesta etapa da jornada, Eddie está mais “maduro”, fazendo assim Roland ter lembranças de seu treinador em outros tempos – Cuthbert

“a esperança é uma grande coisa, [...], mas não espere tanto a ponto de perder de vista esta única certeza.”

Neste volume, digamos que lá pela metade do livro, (não me lembro exatamente), começam a surgir adivinhações. Roland explica a respeito de como elas eram significativamente importantes e não motivo de brincadeiras ou chacotas.

- O que é o que é, se deita na cama, fica em pé no leito, primeiro branco, depois rubro? Quanto mais gordo fica mais a velha gosta?

- Quando é que uma porta não é uma porta?

- Junta nossas conversas, junta nossas diversões e participa de todos os jogos. O Que é o que é?

- O que é o que é melhor que todos os deuses e pior do que o Velho Pé Fendido?

“A roda de ka gira e o mundo segue adiante”

Confesso que em muitos momentos do livro fiz longas pausas para N motivos, como a escrita de um novo conto, a leitura de outro livro – notas de um velho safado –, então com isso acabei levando um tempo a mais pra concluir a leitura dele. E agora que venha o Mago e Vidro o quarto volume da saga A Torre Negra.


“– Ouvimos falar de muita coisa, pistoleiro, e só sabemos muito pouco.”

sexta-feira, 27 de junho de 2014

[Resenha] O Pacto

Sinopse: Wiil, leva uma vida pacifica até o dia em que sua esposa é atacada brutalmente por um desconhecido. Em seguida um estranho aparece oferecendo a Will um plano de vingança com a condição de que o serviço seja retribuído em outra ocasião. O que Will não desconfia é que logo ele será cobrado para pagar a dívida cometendo um crime também! Agora o jogo virou e Will fará de tudo para proteger sua esposa e desmascarar uma organização secreta que envolve figuras poderosas da sociedade.

O Pacto (2011) on IMDb

O filme conta a história de Will Gerard, um professor do colegial, interpretado por Nicolas Cage, que leva a uma vida amorosa tranquila com sua esposa Laura, interpretada por January Jones, até que um incidente interrompe o romance do casal, dando início a trama emocionante de O Pacto.

Simon, é um assassino que possui em suas "mangas" artimanhas para pessoas serem assassinadas. Wiil estando numa situação embaraçosa após o ocorrido com sua esposa se viu de alguma forma "indefeso" com o que poderia ser apenas mais um caso policial sem solução. Will resolve aceitar a proposta de Simon, porém algum tempo depois lhe é cobrado pela ajuda prestada quando ele muito precisou. Eis que começa uma busca alucinada por seu pescoço. 

O filme me lembrou de um outro filme chamado A Rocha, também com o Nicolas Cage, onde o Stanley Goodspeed, papel interpretado por Nicolas Cage, passa um trecho do filme em caçada do pelas ruas, da cidade que não me lembro no momento, em busca de Manson, interpretado por Sean Connery, até irem para a prisão de Alcatraz impedirem o lançamento de armas químicas. 

O Pacto conta com a direção de Roger Donaldson, num trecho do filme é citado o filósofo Edmund Burke, o grupo de assassinos que pertence a Simon, segue a ideologia de Burke baseado no livro "Investigação Filosófica  Sobre a Origem de Nossas Ideias do Sublime e do Belo."

quarta-feira, 18 de junho de 2014

[Resenha] O Pistoleiro - A Torre Negra Vol. 1 - Stephen King

Sinopse: “O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.” Assim começa a história de Roland de Gilead, o último pistoleiro, condenado a vagar por um mundo pós-apocalíptico em busca da lendária Torre Negra, lugar mítico que controla todo o tempo e todo o espaço.
Roland é o protagonista deste primeiro dos sete volumes de A Torre Negra, obra mais ambiciosa do cultuado escritor norte-americano Stephen King. Inédita no Brasil, a série foi descrita por seu autor como “o mais longo romance popular de todos os tempos”.
O Pistoleiro acompanha Roland em sua incansável perseguição ao enigmático homem de preto na paisagem desértica, quase atemporal, de um mundo arruinado. Alcançar sua misteriosa nêmesis é apenas o primeiro passo em sua jornada rumo à Torre Negra, onde Roland espera que a rápida destruição de seu mundo possa ser interrompida, ou até mesmo revertida.
Enquanto o pistoleiro vai aos poucos descobrindo o que lhe reserva seu ka – seu destino -, o leitor é arrebatado por este romance ao mesmo tempo realista e visionário, porta de entrada para um universo fantástico que cultiva uma legião de fãs ao redor do mundo.

Para quem nunca chegou a ler uma obra do célebre autor Stephen King, ele é conhecido pelos seus livros que inspiraram grandes filmes, tais como o suspense O Iluminado, It – Uma Obra Prima do Medo, A Espera de Um Milagre, Carrie – A Estranha, Christine, Um Sonho de Liberdade, entre outros títulos. A Torre Negra é uma das maiores obras feitas por King, levou algo em torno de 30 e poucos anos. Resultando nesta belíssima obra que é A Torre Negra. 

"O Pistoleiro" é o primeiro livro da série de uma longa jornada dividida em 8 livros escritos por King inspirado no poema escrito por Robert Browning “Childe Roland à Torre Negra Chegou” do século XIX.
“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.”; é com está frase que  a obra  inicia a história do último pistoleiro Roland de Gilead, o homem que “seguiu em frente” e que agora esta em busca da Torre Negra.

Roland segue sua busca atrás do rastro de Walter, o Homem de Preto, em busca de respostas para suas duvidas. Mas o Homem de Preto, não é o principal objetivo de Roland. Walter é apenas uma das muitas etapas em que Roland irá ter de enfrentar em sua longa jornada pela Torre Negra.

“O tempo é o ladrão da memória.”

“Empreste-me suas asas, pássaro. Vou abri-las e voar sobre as correntes de ar quente.” 

A caçada de Roland nos aprisiona em sua história, causando em certos momentos desconforto pelo desfecho que demora em determinados momentos (futuramente vocês entenderão o porquê digo isto). 

Obs: Em meados de 2012 o oitavo livro da saga foi lançado, sendo este intitulado de "O vento pela fechadura: Uma história de A Torre Negra." 

sábado, 14 de junho de 2014

[Resenha] O Capitão Saiu Para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio

Sinopse: Publicado quatro anos após sua morte em 1994, este livro é praticamente um testamento literario e filosófico do velho mestre Charles Bukowski. São trechos do seu diário selecionados por ele mesmo entre 1991 até poucos dias antes de morrer. Dramático, na medida em que mostra a aproximação do fim, O Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio é, também, puro Bukowski: seco, cético, maldito e maravilhosamente bem-escrito.

Inicio o texto com uma das frases que capturei de um dos textos do livro;

"Nunca quis fama ou dinheiro. Quis escrever do jeito que queria, só isso."

O livro é um aglomerado de histórias tiradas do diário do velho Buk selecionados por ele pouco antes de sua lamentável morte. Sem seu personagem de outros livros Henry Chinaski, Bukowski conta  parte dos seus dias no hipódromo, os visitantes que queriam vê-lo e beber com ele e sua mulher Linda, as mentiras que contavam para poder tirarem foto junto dele ou ao menos beber junto com ele.

De todas as histórias que li neste livro, uma que me chamou muito a atenção foi a última. Ao longo da metade para o final do livro foi ficando um tanto quanto mais cético e melodramático mas muito bom. Anotei um bocado de frases, abaixo deixo algumas:

"A imortalidade é uma estúpida invenção dos vivos."

"Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos."

"À medida que vivemos, caímos e somos destroçados por várias armadilhas."

E é com essa frase do livro que encerro este texto:

"E, pior, algum tempo depois de estar morto, vou ser verdadeiramente descoberto. E todos aqueles que tinham medo de mim ou que me odiavam quando eu estava vivo vão subitamente me aceitar. Minhas palavras vão estar em todos os lugares."

terça-feira, 3 de junho de 2014

[Resenha] A Menina Que Roubava Livros

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe e brinca com a amigo Rudy.

The Book Thief (2013) on IMDb

O filme começa com um trem, um grande emaranhado de neve por toda parte e uma voz começando contar a história que vai acontecendo ao decorrer do filme. 

Mas vamos lá, o filme conta a história de vida de Liesel Meminger, uma forte garota que perde seu irmão durante uma viagem de trem sendo estes levados para uma outra família, já que sua mãe era comunista e a Alemanha adentrava há poucos passos da Segunda Guerra Mundial. 

A pequena garota fica muito abalada com a morte de seu querido irmão. Durante o funeral "rouba" um livro que estava próximo ao caixão e fica junto deste o tempo todo. Um dia, seu pai adotivo Hans, o vê e se sente com uma carência paternal de ajuda-la a ler. Porém nenhum dos dois sabem ler, Hans se oferece para que aprendam juntos e isso muito os aproxima.

Liesel, ao caminhar para ir até a escola conhece Rudy, seu vizinho, que quer conhece-la, saber mais sobre a garota que era sua vizinha. Durante o primeiro dia de aula, Liesel é humilhada por não saber ler, e acaba batendo num dos garotos de sua sala. 

O filme conta com a direção de Brian Percival, diretor britânico conhecido por seu trabalho em uma série de tv britânica, e conta também o ator Geoffrey Rush, (o mesmo ator que fez "A Casa da Colina" 1999), um grande ator. Ao vê-lo imediatamente lembrei de quando assisti A Casa da Colina, um ótimo filme de suspense/ terror.

Trailer: 

sábado, 24 de maio de 2014

[Resenha] Um Olhar do Paraíso

Sinopse: 6 de dezembro de 1973. Norristown, Pensilvania, subúrbio da Filadélfia. Susie Salmon está voltando para casa quando é abordada por George Harvey, um vizinho que mora sozinho. George a convence a entrar em um retiro, por ele construído. Lá dentro, Susie é assassinada. Os pais de Susie, Jack e Abigail, inicialmente se recusam a acreditar na morte da filha, mas precisam aceitar a situação quando seu gorro é encontrado em meio a um milharal, junto a destroços do retiro que estão repletos de sangue. Em meio às investigações, a polícia conversa com George mas não o coloca entre os suspeitos. Com o tempo Jack e Lindsey, a irmã de Susie, passam a desconfiar de George. Toda esta situação é observada por Susie, que agora está em um local entre o paraíso e o inferno. Lá ela precisa lidar com o sentimento de vingança que nutre em relação a George e a vontade de ajudar sua família a superar o trauma de sua morte.

Um Olhar do Paraíso (2009) on IMDb

O filme foi dirigido por Peter Jackson (diretor de O Senhor dos Anéis), a princípio é um filme pós-Ghost conta a história de Susie Salmon, uma garota que era apaixonada por fotografias, mas que teve sua vida interrompida por um trágico assassinato, no qual ficou sabendo sobre sua morte depois de um determinado tempo quando é avisada por uma garotinha. 

O filme em determinados momentos é um tanto quanto dramático ao extremo, e como fiz piadas sarcásticas e irônicas com o filme deixando só pra constar; foi necessário avisa-la de que ela morreu, pois ela não sabia que tinha morrido! Assim como em Ghost - O Outro Lado da Vida.

Mas ironias a parte, o filme deixa muito a desejar no quesito de foco na temática, em muitas vezes ele vai dentro de um espaço entre a vida e a morte onde estaria Susie, e volta para a realidade do filme, isso causa um certo desconforto.

A crueldade no ato do estupro contra Susie, é um tanto quanto revoltante, e nos faz refletir até que ponto a mente humana chega... Há algumas coisas que prefiro não comentar sobre o filme, pois será spoiler, mas ao longo do filme há algo que choca, isto é, o número de vezes em que foi praticado e que nada ocorreu para ser impedido.

Trailer legendado:

quinta-feira, 15 de maio de 2014

[Resenha] Todo Dia

Sinopse:  Acordo. Imediatamente preciso descobrir quem sou. Não se trata apenas do corpo - de abrir os olhos e ver se a pele é clara ou escura, se meu cabelo é comprido ou curto, se sou gordo ou magro, garoto ou garota, se tenho ou não cicatrizes. O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender. 

Começo essa resenha com uma pergunta que me intrigou desde os primeiros folhear de páginas do livro, como seria mudar de vida todos os dias? Talvez essa pergunta nunca terei resposta, e como conceito filosófico, cada resposta levaria a uma nova pergunta. 

O livro conta a história de vida de A, um jovem garoto que esta todos os dias em corpos diferentes e em locais diferentes, sejam estes garotos ou garotas. Acostumado a todos os dias vivenciar em corpos diferentes, e a cada corpo um determinado tipo de rotina, A acorda no corpo de Justin namorado de Rhiannon, onde ela o faz quebrar a regra e "acidentalmente" cair numa rotina, ele se apaixona por Rhiannon.

"Apaixonar-se por alguém não significa que você saiba como a pessoa se sente. Significa apenas que você sabe como você se sente." 

Ver, ou melhor ler e interpretar, A estando apaixonado por Rhiannon, apenas te faz criar diversas expectativas sobre o que vem a diante, ainda mais que a curiosa vida de A é um corpo novo a cada dia. Há muito humor, e drama na história do jovem casal.

"O passado e o futuro são complicados. O presente é simples."

Foram 5 dias de leitura, mas apenas nos 2 últimos dias fui mesmo pra cima do livro pra conclui-lo, uma leitura rápida e boa a trilha sonora foram os 2 cd's do compositor e produtor musical Timbaland, (Keep it real, e Shock value).  A forma como o autor aborda a escrita é envolvente e a história é interessante do começo ao fim. 

Frases que achei interessante:

"Sob toda garota desimportante, existe uma verdade fundamental"

"Raramente as pessoas são tão atraentes quanto são aos olhos das pessoas que as amam"

"A tristeza transforma as feições em argila, não em porcelana"

"As pessoas não dão valor à continuidade do amor, assim como não dão valor à continuidade do corpo"

"A autopreservação de nada adianta se você não consegue conviver com o eu que está preservado"

"As palavras assumem uma forma diferente no ar quando não há luz no quarto"